quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DGI Informa - nº 17.5



A bibliotecária Sigrid Karin Weiss Dutra, diretora da DGI participou na última semana em Brasília dos eventos: 4º Seminário sobre Informação na Internet, o III Congresso Ibero Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva e o 10º Workshop Brasileiro de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento. O mesmo foi marcado pela realização dos painéis sobre a Transparência Governamental e dados abertos e Gestão da Informação Pessoal, Gestão da Informação para o conhecimento e tomada de decisão, o profissional de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento.

Os jovens e as mídias sociais, a privacidade e a redes sociais, o acesso aberto e direitos autorias, o livro eletrônico no Brasil, etiquetagem social e folksonomia e a preservação digital foram temas dos painéis.

Destacam-se os resultados do relatório Percepções das Bibliotecas, disponível em: www.oclc.org/reports/2010perceptions.htm, que aborda o comportamento dos jovens na busca e informação e como as bibliotecas devem estar atentas a esse comportamento para pensar seus serviços, seus websites, sua atuação nas redes sociais, etc.

Daniel Pimienta da Funredes funredes.org mencionou a revolução FACETWEETCAM, falando do cenário atual em que as pessoas estão conectadas via facebook, twitter e câmara. Comentou dos movimentos políticos de seu país, da formação política dos jovens, da grande revolução que acontece, mas que não usa armas. Apresentou um quadro comparativo entre o comportamento dos nativos digitais e dos dinossauros digitais, e chamou os nativos digitais de infodiabéticos, ou seja, eles bebem (recebem) tanta informação que não a absorvem, imediatamente abstraem, pouco do que vêem é assimilado.

Diante disso se apresenta um desafio aos professores e aos bibliotecários: fazer com que os nativos digitais metabolizem a informaçao e a transformem em conhecimento, que devem investir fortemente na alfabetização informacional.

Robson Santos da Silva da EADAMAZON falou sobre de que forma utilizar as redes sociais para contribuir com a educação de jovens. Destaca a falta de visão crítica e o excesso de exposição no atual cenário. www.eadamazon.com .

Jaime Rios da UNAM e Gerente do escritório Regional da IFLA para América Latina e Caribe, abordou a questão ética nas redes sociais. As redes sociais sob a ótica da ética: executam ações suscetíveis de qualificação moral, tem consequências para um conjunto de pessoas. O sujeito moral e a normatização devem considerar: os direitos e as obrigações.

Em relação à gestão da informação pessoal, Jesus Lau aconselhou que devemos dedicar 10% do nosso tempo para gerenciar nossos arquivos e devemos ser mais efetivos e eficientes em nossas tarefas, pois só assim projetaremos uma imagem de organização pessoal. Orientou sobre o uso de nomenclatura dos arquivos e datas para uma melhor organização, que nossos arquivos nunca devem estar em menos de 3 ambientes diferentes para não correr o risco de perdê-los, usando para isso softwares, sistemas em nuvens,etc. Inclusive mencionou a construção de seu próprio repositório pessoal usando Jomla, Drupal, Dspace,etc., para arquivar seus textos,documentos, etc. Mencionou os serviços nas nuvens como Dropbox, Minus, Google, etc.

Abel Reis da Agência Click que atua com marketing digital abordou: Gestão pessoal X Publicidade. E relatou como tudo que postamos em redes sociais é monitorado e aproveitado para conhecimento do perfil e comportamento do consumidor. Abel falou ainda do desafio das agências na maneira de engajar as pessoas e fazer com que a marca passe fazer parte da vida do consumidor. Usam as Bases de dados Sociais para atingir seus objetivos. Ex: Um trabalho que realizaram para a Embratur para divulgar o turismo de aventura - selecionaram um grupo, por faixa de idade,sexo, domicílio e gosto por esportes radicais. Isso tudo eles conseguem extrair do facebook, twitter, etc.

Essa é a publicidade do futuro. Com isso podemos refletir sobre o nível de privacidade que temos que adotar em nossas redes sociais, permitir ou não permitir que tudo sobre nós seja visto.

O fotógrafo Clício Barrozo abordou o fluxo digital e a organização de arquivos fotográficos. Citou um Guia Universal para digitalização de imagens do UPDIG, uma iniciativa internacional dedicada a promover padrões mundiais para o trabalho com imagem digital "Guia Prático Universal para Imagens Digitais" www.updig.org/guidelines/guidelines_menu.html .

O bibliotecário Carlos Cecconi do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI/BR) por diversas vezes em moderação de mesa deu destaque ao marco Civil da Internet, em votação nessa semana edemocracia.camara.gov.br/web/marco-civil-da-internet e o Decálogo da Web www.w3c.br/decalogo/. Guilherme de Almeida do Ministério da Justiça falou de questões conceituais: dados pessoais, intimidade, vida privada, honra e imagem e mencionou alguns marcos legislativos, com maior foco na Lei do Acesso a Informação, e ainda o Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais, que considera o cidadão titular dos dados, define princípios, direitos e hipóteses de exceção, e prevê o estabelecimento de requisitos de segurança e estipulação de sanções e menciona também como a privacidade é abordada no marco Civil da Internet.

No painel sobre preservação destaca-se a fala de Victoria Reich da Standford University que apresentou o projeto colaborativo de preservação digital - LOCKSS, liderado por aquela naquela universidade www.lockss.org/. Eles fornecem para bibliotecas e editoras, com baixo custo, ferramentas de preservação digital open source, para preservar e dar acesso persistente e de qualidade ao conteúdo digital. As Bibliotecas precisam ter garantia de que o conteúdo digital que adquirem hoje não vai desaparecer quando cancelarem assinaturas, e que suas coleções eletrônicas podem ser preservadas e acessadas ​​pelos leitores em um futuro distante. Editores precisam saber que a integridade de seu conteúdo baseado na web permanecerá inalterada e disponível em perpetuidade, mesmo se o seu próprio site não está mais disponível. O Programa LOCKSS foi formado pela comunidade de bibliotecária em resposta a essas necessidades e preocupações.


Da esquerda para a direita: Jaime Rios Ortega (UNAM), Sueli Angelica do Amaral (UnB),
 Sigrid karin Weiss Dutra (UFFS) e Carlos Cecconi (CGI.BR)

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